segunda-feira, 21 de março de 2011

O Cantinho do Dr Edward Bach - IV


5. A descoberta da nova Medicina


Dr. Bach, com toda sua formação e experiência em bacteriologia, fazia todas suas pesquisas com bases científicas, mas confiava na sua intuição quando a ciência não lhe trazia respostas satisfatórias. A essa altura já sabia que o foco de seu pensamento era o contexto espiritual da vida humana. Aos 43 anos de idade já havia abandonado a terapia com os Nosódios e estava a ponto de abandonar a medicina ortodoxa devido a sua insatisfação com a essa medicina, pela sua simpatia pela Homeopatia e pelo direcionamento que ela lhe proporcionava, e pelo desejo de seguir as percepções que lhe revelavam o seu desenvolvimento espiritual.
Em 1930 Bach estava começando a viagem real de sua vida: a do propósito de sua alma, a realização de seu destino. Transitou por um caminho de sensibilidade crescente. Aos 44 anos, no auge de sua carreira médica, Bach resolve vender o consultório e o laboratório para se dedicar exclusivamente ao estudo dos diferentes tipos de personalidade humana e à busca de plantas curadoras. Antes de partir, queimou tudo o que havia escrito, pois seu sistema seria baseado na Natureza, seria Simples e Natural e não seriam necessárias teorias nem ciências para descrevê-lo.
Deixou o resto do trabalho com os Nosódios para ser concluído pelos colegas e auxiliares que trabalhavam com ele. A maioria dos colegas o condenou, mas foi encorajado pelo Dr.John Clark, diretor de um jornal de medicina homeopática que colocou seu periódico a disposição para que Bach publicasse suas descobertas e despediu-se dele com as seguintes palavras: “Rapaz, esqueça tudo o que você aprendeu, esqueça o passado e vá em frente. Você vai descobrir o que você esta buscando, e quando você tiver descoberto, eu irei recebê-lo de braços abertos e dar a você meu apoio. Eu já não tenho muito que viver, mas espero que possa viver o bastante para ver o dia do seu retorno, pois eu sei que o que você vai encontrar, trará grande alegria e conforto àqueles por quem nós, no presente, podemos fazer tão pouco; eu estarei preparado para dar meu apoio e me colocar como um prático da nova e melhor medicina que você descobrirá.” Dr. Clark viveu para conhecer os Doze Curadores e, antes de sua morte, fez a primeira publicação sobre o assunto no seu The Homeopatic World. (segundo Nora Weeks) .
Betws-y-Coed -em galês,“um templo na floresta”
- localizada no Parque Nacional da Snowdonia -
casas construídas com pedras retiradas das montanhas
da região: integração perfeita com a natureza!

Então Bach empacotou suas coisas: roupas, sapatos, somente o necessário. O excedente deixaria para traz, mas preocupou-se com seus livros e aparelhagem de laboratório para que pudesse continuar estudando e pesquisando. Em maio de 1930 abandonou Londres e partiu para Betws-y-Coed, no Pais de Gales, feliz como um colegial saindo de férias. Chegando lá descobriu que levara por engano uma mala cheia de sapatos no lugar da mala com o material para o preparo dos medicamentos homeopáticos. O acaso foi responsável pela troca, mas Bach logo compreendeu o motivo do engano: dali pra frente, sua pesquisa e sua forma de preparar medicamentos não dependeria mais do uso de equipamentos laboratoriais, e sim de suas caminhadas pelos campos e pelo contato com as pessoas.
Bach sofreu privações pela falta de dinheiro, mas amigos faziam doações que lhe permitiram dar continuidade ao trabalho. A partir daquela nova fase de sua vida jamais cobrou uma consulta, pois para ele o trabalho com a cura não era uma profissão e sim uma arte divina.
Impatiens
Foi em maio em Abersoch - Gales que, caminhando de manhã cedo pelos campos, como fazia com frequência, teve um insight: as gotas de orvalho brilhando sobre as pétalas das flores lhe chamaram a atenção. Sabia que as flores tinham poder de cura e pensou que a as gotas de orvalho deveriam absorver algumas dessas propriedades. Há muito vinha passando horas a fio observando as flores: sabia como se comportavam durante o ano, conhecia o tipo de solo onde cresciam, a forma de reprodução, suas sementes, sua floração, seus perfumes. Levou o orvalho de uma flor à boca e conseguiu sentir seu efeito curativo. Não seria viável engarrafar as gotas de orvalho, então Bach percebeu que tudo o que precisava era água, flor e sol. "A luz do sol transfere para a água o poder da flor”, foi o pensamento que lhe veio à mente naquele momento.
Assim nasceu o Método Solar, que consiste em colocar as flores silvestres dentro de uma tigela de vidro transparente, cobri-las com água pura de nascente e deixá-las ao sol pleno durante algumas horas. Dessa forma simples passaram a ser produzidos seus medicamentos. Ao ar livre, em contato com os quatro elementos da natureza: “a terra para nutrir a planta, o ar de onde ela se alimenta, o sol ou o fogo para permitir que a flor doe seu poder, e a água, para recolher e enriquecer com seus benéficos poderes magnéticos de cura.” Excluiu do seu repertório de plantas aquelas que eram comestíveis ou tóxicas, pois precisava de muita pureza e delicadeza para fazer seus novos remédios.
Na sua publicação para o The Homeopatic World ele escreve: “não permita que a simplicidade deste método o detenha, pois você vai perceber que quanto mais você se aprofundar nas pesquisas, mais perceberá que a simplicidade esta em toda a Criação”

Até a próxima!
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