domingo, 24 de abril de 2011

Cantinho do Dr.Edward Bach - VIII

9 - Uma nova etapa: de Cromer para Sotwell
Até 1934 Dr.Bach havia encontrado dezenove medicamentos, oito deles na região de Cromer. Ele gostava muito daquela região. Adorava os campos de Gales, mas a região costeira de Cromer trazia para ele o contato com o mar e com as pessoas que dele viviam. Ele admirava a forma como essas pessoas se relacionavam com o mar, seu conhecimento e sua sabedoria, fruto de um respeito á natureza a partir do instinto e da intuição, sem nenhuma formação acadêmica. Entre eles fez muitos amigos e sentia-se bem. Mr.Jack Davies era um de seus amigos pescadores e uma vez afirmou que Dr.Bach estava sempre pronto, a qualquer momento do dia ou da noite, a ajudar a qualquer um, de qualquer maneira, pobres ou ricos - isso não fazia diferença.” Graças a sonhos premonitórios e pressentimentos, Dr. Bach chegou a evitar alguns acidentes na região de Cromer. Estava sempre atento às necessidades da comunidade! Mesmo quando saiu daquela região, sua sintonia com os pacientes era tão profunda, que muitos escreviam para ele relatando que durante a noite, quando no período de doença, Bach lhes aparecia em sonhos ou ilusões, tocava-lhes a fronte ou o braço e os acalmava, até que caiam em sono profundo e reparador. Verdadeiros milagres que Bach, com sua humildade atribuía a Conexão Superior que se formava entre ele e seus pacientes.

Pescadores em Cromer
O tempo que ele passou em suas idas e vindas da costa leste em Cromer para o oeste em Gales, pesquisando, atendendo de graça, sem salario, sem residência fixa, fazia alguns acreditarem que ele fosse rico, com economias guardadas do tempo de sua pratica em Londres, mas os mais próximos sabiam que muitas vezes, lhe era difícil compra o brandi com o qual preparava seu florais. Suas palavras: “Tudo o que consegui foi devido a Proteção do Grande Poder que zela por mim e à tarefa para a qual eu fui designado a cumprir.” Na verdade, Bach preocupava-se tão pouco com as aparências, que chegou até a ser confundido com um vagabundo de rua por um transeunte desconhecido.
Agora estava cansado, mas muito feliz. Já havia descoberto dezenove essências florais, sua medicina era aceita em diversos lugares na Inglaterra e fora dela, e os leigos, conforme seu grande desejo, já podiam fazer prescrições a partir das informações que divulgava com frequência. Interessante que Dr. Bach dizia ter inveja dos leigos, pois eles conseguiam se concentrar nos estados de alma puro de seus pacientes, enquanto ele, com seus conhecimentos médicos ortodoxos, muitas vezes se deixava levar pela preocupação de um possível agravamento na evolução da doença, ou pelos sintomas físicos que os distraiam do que deveria ser o seu verdadeiro foco: a atitude mental dos pacientes.
Mobilia da Casa Mount Vernon
Outro motivo para a alegria de Bach era sua casa em Sotwell. Estava, como sempre, sem dinheiro, mas confiava no futuro. Gostava do pequeno vilarejo perto de sua casa, mas sentia-se cansado. Então, por algumas semanas, não deixou que seus conhecidos soubessem de seu paradeiro, e tampouco apresentou-se como médico aos novos vizinhos da região. Aproveitou a quietude e a paz de seu novo lar e escreveu a segunda edição do livro, “Os Doze Curadores e os Sete Auxiliares” que seria publicado em julho de 1934.
Passou dias trabalhando no jardim e assim, recuperou suas forças. Descoberto seu paradeiro, pacientes começaram a aparecer aos montes. Para ajudá-lo, Bach treinou com muito cuidado, três pessoas leigas que se tornariam seus colaboradores e a quem ele chamava de “seu time”. Durante a primavera, uma vez por semana, ia a Londres tratar pacientes, mas isso lhe custava muito desgaste físico e mental. Então parou e se fixou definitivamente na sua casa (Mount Vernon) em Sotwell.

Bach passou algum tempo em uma velha casa chamada Wellsprings, que pertencia a Mary Tabor, uma de suas colaboradoras. Lá, nas suas horas de folga trabalhou na produção de mobília para essa casa e para a sua Mount Vernon. Reciclou caixas de frutas para fazer cadeiras, fez camas e mesas da madeira do elmo e deu o acabamento com extrato de nogueira em vez do polimento usual. O lugar era bucólico, cercado por jardins e um orquidário. Era a primeira vez que ele trabalhava com carpintaria, mas fez tudo com facilidade, prazer e simplicidade. O resultado foi simplesmente bonito!
Esse trabalho ocupou sua mente por um tempo, mas no fundo Dr.Bach já tinha consciência de que uma nova etapa de seu trabalho estava por vir. Mais trabalho, mais pesquisas, mais descobertas, pois certos estados de mente ou humores não haviam sido incluídos no grupo dos primeiros dezenove. Ele precisava esperar pela próxima primavera para retomar sua pesquisa, e talvez já imaginasse que isso exigiria dele uma intensa atividade interior e muito gasto de energia.

Casa Wellsprings

Até a próxima!
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