domingo, 23 de outubro de 2011

Estudo das Emoções: Medo I

O medo

Muito se fala em relação ao tipo de essência floral que  se deve tomar para atenuar os efeitos deletérios do medo, mas pouco se diz sobre os benefícios que essa emoção pode proporcionar ao nosso mundo interior. O medo é um mistério para toda pessoa que queira entendê-lo embora seja um processo sempre presente. Entretanto,  o estudo dessa emoção é fundamental para que  possamos nos beneficiar  do cultivo da paz interior como remédio para as aflições de nossa alma.  


Por que sentimos medo?


Segundo Paul Ekman, durante todo tempo, vivemos emoções que nos mobilizam para lidar com as situações da vida de forma a nos sentirmos satisfeitos e seguros. Mas muitas vezes nossas reações emocionais são impróprias, inadequadas para o momento ou manifestadas numa intensidade exagerada. Assim é com a emoção do medo.
No seu estudo realizado  na década de 60, foi observado que membros de uma tribo da Nova Guiné tinham medo do ataque de porcos-do-mato. O que acontecia quando alguém ficava diante desse animal? Repentinamente, a pessoa sentia o aumento de seus batimentos cardíacos, mecanismos neurológicos dos seus músculos eram acionados, sua glândula suprarrenal ativada liberava adrenalina, provocando vasodilatação das artérias e o aumento doestado de alerta dos seus órgãos dos sentidos.




As emoções nos preparam para lidar com eventos importantes sem precisarmos pensar no que fazer.

A pessoa, transpirando, com o coração batendo aceleradamente, recebe uma descarga de sangue que corre para os músculos das pernas,  permitindo  que ela corra para subir numa  árvore, garantindo assim sua sobrevivência. Entretanto, nos grandes centros urbanos, na mesma década de 60, os indivíduos, no corre-corre de suas vidas agitadas, sem sequer saber da existência dos tais porcos-do-mato, certamente reagiriam correndo para cima de uma árvore (se pudessem encontrar uma) ao dar de cara com um espécime desse animal.

Mas esse tipo de medo real  não é o que tira o sono dos pais de família do sec. XXI.

As ameaças são outras: medo de perder o emprego, medo de ficar sem dinheiro, medo de adoecer, de ser assaltado, de passar por incapaz, de ser zombado pelo colega por não ter executado bem sua tarefa ...medo de ataques aéreos dos terroristas! O  medo é o mesmo, mas os agentes causadores do medo são outros. Enquanto na tribo da Nova Guiné o agente causador era palpável e real, o  homem moderno convive com causas não identificáveis a primeiro lance,  a ameaça pode acontecer a qualquer momento e não tem previsão de término. 


Como o medo pode nos ajudar?

O medo tem como principal finalidade  colocar o nosso sistema de inteligência em alerta com o objetivo de aprender com uma nova situação de vida. A inteligência da nossa mente, ou melhor, da nossa Alma está em detectar/buscar no seu banco de memória, registros herdados de crenças ou de experiências anteriores. Para cada emoção, pode haver um esquema, um esboço abstrato ou uma intuição de como devemos nos comportar diante da ameaça de dano causadora do medo. Os tempos mudam, novas situações passam a ameaçar o homem, mas os mecanismos de sobrevivência vão sendo adicionados aos eventos universais antecedentes.
Entretanto, o homem moderno é submetido a um constante impacto de uma avalanche de informações que se acumulam numa velocidade muito grande. Ele pode não encontrar registros nos seus arquivos que lhe mostrem qual ocomportamento adequado para aquela ameaça. Muitas vezes, a ameça é tão inusitada que as reações físicas que antecedem a ação tornam-se o único efeito para aquele estimulo. A nossa Alma é submetida aos diversos tipos de eventos que podem desencadear uma serie de medos . E assim, o corpo se exaure de forma rápida , gerando uma gama de doenças e estresses emocionais.
O homem é uma espécie em constante evolução, somos criados para aprender, sendo assim, um mecanismo de aprendizado sempre é acionado com base no instinto da sobrevivência. O estímulo do medo como o conhecemos, não deixa de ser um meio de aprendizado diante de situações novas.


Uma possível saida: Ameaça ou desafio?

Mas a grande surpresa é a maneira como encaramos esses estímulos. Como uma ameaça ou como um desafio, e na verdade, sempre existe uma forma habitual que cada Alma tem de reagir perante o medo.
Segundo a filosofia  chinesa, quando as pessoas vivenciam grandes medos ou  longos periodos de medo, a energia do canal do  Rim tende a se desequilibrar. E com passar do tempo essas  pessoas que apresentam esse desequilíbrio,  tendem a manifestar sintomas de cansaço, apatia,  falta de capacidade de reação perante  eventos estressantes. Os orientais, em suas observações de longa data, perceberam  que o desgaste causado pelo medo gera a  perda da força de vontade, componente importante no bom funcionamento da mente humana. A força de vontade no ponto de vista da filosofia oriental, promove a  capacidade de reagir perante situações novas ou ameaçadoras, resiliência e força de vida interior. A vontade pode se desequilibrar de duas formas: gerando apatia, fraqueza e falta de movimento físico ou mental, ou gerando inquietude e hiperatividade. Os dois representam padrões destorcidos da vontade.
Quando falamos de medo, observamos um padrão de comportamento de total  ausência de ação gerada pelo excesso de medo, ou uma ansiedade excessiva e antecipação de supostas ameaças, forma de comportamento que caracteriza a tão recorrente síndrome de pânico nos dias atuais.




E o que leva uma pessoa a antecipar supostas ameaças à sua segurança e a de seus entes queridos?

A função do medo é preservar o nosso organismo, proteger-nos de eventos que possam ser perigosos e por em risco nossa integridade, mas estamos vivenciando uma era onde a Alma não consegue identificar as causas dos diversos medos.

No próximo post estaremos comentando como lidar com o  medo de forma pratica. Clique aqui para ver a sequencia do posting Estudo do Medo parte 2.

Se te interessar como podemos suavizar os efeitos deleterios do medo por meio dos métodos de cura da sabedoria oriental, veja o posting AUTO CUIDADO - M.T.C., FLORAIS DE BACH E CONHECIMENTO: 1 - Canal de Energia do Rim

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