segunda-feira, 4 de março de 2013

A CULPA APRISIONANDO A LIBERDADE DE SER - PARTE 2

O Perdão

Como foi dito no inicio do post anterior, para livrar-se do sentimento de culpa, é preciso cultivar o perdão. Mas por que o perdão deve ser “cultivado”?
Podemos dizer que ele não é um sentimento, assim como o sentimento de culpa. O perdão é um ato que resulta de uma predisposição, de uma vontade consciente, que consegue sobrepujar toda e qualquer ofensa, qualquer erro, qualquer falha que tenha, de alguma forma, causado algum tipo de dano físico, moral, material, etc.
Quando perdoamos alguem, estamos evitando que sentimentos ruins, como raiva, ressentimento, desprezo, desejo de vingança, tomem conta do nosso ser e sejam lançados no universo. Além disso, perdoar, acima de tudo, é ter compaixão daquele que errou, evitando alimentar nele, o sentimento de culpa.
Perdoar, mesmo sem considerarmos o valor religioso-cristão do ato, é uma necessidade essencial para o bem estar individual ou do grupo, que deve ser cultivada, com os esforço da nossa vontade.



Mas, se vamos falar sobre o perdão, o primeiro foco a ser considerado é o perdão a si mesmo. Quando o sentimento de culpa toma conta, é sinal que a pessoa tem sido mais dura consigo mesma do que como outro. Antes de conseguir perdoar o próximo, devemos ser capazes de perdoar a nós mesmos.
É claro que perdoar-se não significa, simplesmente, eximir-se de responsabilidade por seus erros, pois culpa não é sinônimo de responsabilidade. Devemos ser responsáveis por nossos erros, assumi-los e ter responsabilidade pelas consequências desses erros. Mas não podemos deixar de lembrar que errar é humano e que um erro é uma oportunidade de corrigir, de melhorar, de se elevar como pessoa, contribuindo com o meio pelo qual somos responsáveis.

A Essência Floral Pine

Existem muitas nuances a serem tratadas quando lidamos com o sentimento de culpa. Portanto, conforme determinadas características apresentadas pela pessoa, muitas essências florais são indicadas, mas para trabalhar mais especificamente o “autoperdão”, Dr. Bach desenvolveu a essência floral Pine. Nas suas palavras:Não devemos dar atenção às interpretações que o mundo faz de nossos atos. Somente nossa alma é responsável pelo nosso bem, por nossa reputação. Podemos descansar, certos de que o único pecado que existe é o de não obedecer aos ditames de nossa própria divindade”. Ou seja, quando erramos, o que importa não é o conceito que o outro vai fazer de mim, nem devo formar um conceito pejorativo sobre a minha pessoa, julgando-me culpado! Tampouco é válido procurar desculpas para qualquer uma de nossas fraquezas e sentir remorsos, pois o remorso não tem valor algum, salvo se fizer parte de um verdadeiro processo de autoconhecimento e transformação pessoal. Com o remorso, começa a compensação do passado e com o perdão começa a criação do futuro.
A essência Pine ajuda na aceitação adequada de nossas responsabilidades, libertando-nos da culpa e da autopunição. Como dissemos, a culpa é uma condição emocional que pode se desenvolver através dos tempos, podendo vir da infância quando  a criança aprendeu a interiorizar esse sentimento inconscientemente, devido a sua educação e/ou formação religiosa com preceitos muito rígidos e punições severas.
Essa conexão da culpa com o passado é observada em algumas características do Pinheiro Escocês, escolhido por Dr.Bach para extrair a essência floral Pine, que combate o sentimento de culpa. Observemos algumas dessas características da planta e suas relações com os comportamentos das pessoas (signatura).

A "Signatura" da Planta

-Num mesmo galho de Pine, encontramos pinhas em três estágios de crescimento: na ponta, a flor feminina, a seguir, a pinha imatura do último ano e depois, a pinha madura de dois anos anteriores. Isto nos revela como a maneira de pensar e agir, geradora do sentimento de culpa, vai passando dos avós para os pais e destes, para os filhos. Acreditando que aqueles conceitos são os únicos verdadeiros, sem que haja alteração na maneira de pensar e agir, a condição emocional do individuo permanece enterrada na memória, para voltar à superfície anos mais tarde, com sérias consequências emocionais.



 -As sementes, envelopadas em pequenas vagens de “papel de seda”, voam levadas pelo vento até 750 metros para longe da árvore mãe. Isto nos mostra que as pessoas com sentimento de culpa têm a mente ausente, que “voa” para o passado, sem se comprometerem com a vida que acontece no momento presente, ou seja, estão presas aos valores do passado.

-O óleo destilado da folhas de pine é usado como inalante para tosse e bronquite. A culpa, assim como as doenças pulmonares, sufoca, prejudica a boa oxigenação e a renovação física e mental. A culpa acaba por deixar uma “sujeira” que vai se acumulando e intoxicando o corpo e a mente. Observamos, então que produtos a base de pinho também são usados como desinfetantes, fazendo uma associação com o sentimento de culpa, que suja e contamina.



A Transformação

É belo observar os aspectos da planta que caracterizam a cura: esse pinheiro cresce ereto para o alto, com folhas pontiagudas como palitos, sempre verdes e vivas, em busca da luz, a luz que nos ilumina, que nos “esclarece”, que auxilia nossa mente a endireitar as emoções confusas e desordenadas, fazendo-nos olhar para o alto e para o futuro, limpando os nós e as confusões do passado. A medida que sobe, o pine deixa cair os troncos velhos, ficando à mostra somente o seu tronco principal, ereto, jogando fora o velho, o desnecessário, preocupando-se com os galhos novos, cheios de vida, que chegam pouco a pouco a cada novo dia.

A essência pine nos possibilita uma introspecção para reavaliar nosso passado com a intenção de sermos mais precisos a respeito das circunstâncias presentes, no cumprimento de nossa missão aqui na terra. Vai nos ajudar a desprogramar do “minha culpa, minha culpa” e trazer a luz para nosso caminho, ajudando-nos a admitir nossas próprias falhas, mas sem nos agarrarmos a elas, vivendo com leveza, alegria, sabedoria e dignidade.







Na próxima postagem, as essências de Bach que nos ajudam a desenvolver o ato do perdão ao próximo.

Até a próxima!
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