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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Acupuntura Japonesa e a Terapia Floral - uma conversa entre a mente e o corpo.


OS MALES FÍSICOS REVELAM DISTÚRBIOS EMOCIONAIS  

Sabemos que emoções como tristeza, preocupaçao ou raiva, entre outras, afetam a nossa saúde. Como podemos evitar esse processo? A Sabedoria Oriental e a Sabedoria da Terapia Floral partem do princípio  que o  nossa mente é capaz de se comunicar com nosso corpo. Acreditar na tese de que os males   físicos  podem revelar distúrbios  emocionais é uma realidade  para os terapeutas florais e acupunturistas. A junção dessas terapias mostra de que forma isso acontece e, além de tratar os males instalados, oferece meios de prevenção contra esses ataques vindos das emoções.
A tradição milenar  da Sabedoria Oriental ensina que o nosso corpo fisico é permeado por uma rede de caminhos energéticos que correm ao longo da superfície do corpo fazendo a ligação   das extremidades com estruturas orgânicas (órgãos, visceras, tecidos etc). Esses caminhos  são conhecidos como canais de energia onde ficam localizados os acupontos, utilizados para  a aplicação de agulhas na técnica de acupuntura.

Hoje a acupuntura (modalidade de tratamento por meio da inserção de agulhas finíssimas em pontos que estimulam as funções orgânicas) é reconhecida como um meio terapêutico eficaz para tratar diversas patologias físicas e emocionais.  O conceito de bem estar e  de  boa saúde se traduz na capacidade de manter o equilibrio da distribuição de energia de forma que todo o corpo seja nutrido com a substância Qi (energia). Para a cultura oriental a substância Qi é responsável pela manifestação de todos os fenômenos naturais. Sem ela não existiria Vida. Todos os fenômenos naturais que vivenciamos com admiração e respeito, como por exemplo, a formação do feto,  o processo de formação das estrêlas no espaço, o surgimento das flores e o equilíbrio do funcionamento dos nossos orgãos, são igualmente regidos por essa substância Qi. Os orientais sabem que o corpo físico é animado por esse corpo sutil chamado corpo Qi.  Esse corpo sutil alimenta todas as funções fisicas, emocionais e mentais demonstrando uma unidade coerente  que fundamenta   a existência da conexão entre corpo e mente. Por esse motivo, as emoções são consideradas pela sabedoria oriental como as principais causas  das doenças. Seguindo esse preceito, as emoções   atuam diretamente na circulação dessa  energia, afetando a sua distribuição no corpo físico. Quando somos perturbados pelos estados emocionais negativos a distribuição de energia acontece de maneira irregular ao longo dos canais de energia. Essa irregularidade energética   tende a gerar  acúmulos de energia (Qi) em determinadas partes do corpo,  que poderão ser sentidos inicialmente em forma de tensão muscular,  mas que com o tempo, evoluirão como dores, cada vez mais crônicas. Esse mecanismo patológico é denominado  somatização.



                                                           DESEQUILIBRIO DA ENERGIA (QI)

Um exemplo, é o direcionamento da energia para a parte superior do corpo  via canal de energia da Vesicula Biliar, que passa na região do pescoço. Quando acontece esse desequilibrio,  há a manifestação de patologias como: tensão muscular nos ombros, cervicalgias e cervicobraquialgias. Esses sintomas surgem devido ao estado de raiva constante.  Por que? Ora, a raiva é a emoção que está ligada à energia do Fígado e da Vesícula Biliar, que compõem o movimento Madeira. O Movimento Madeira,  explica a Teoria Chinesa dos Cinco Movimentos, direciona a energia (Qi) para todos os lados, com a manifestação explosiva, como uma bomba. Assim somos nós quando estamos com raiva: espalhamos nossas manifestações para todos os lados, atingindo a qualquer um que esteja no caminho. Quando não nos é possivel manifestar a raiva no momento que somos acometidos por ela, restringimos a expansão dessa energia, mas ela acaba por se manifestar internamente, viajando pelos meridianos e atingindo-nos internamente. Assim surge o velho e conhecido torcicolo. Evidentemente, o diagnóstico será complementado pela anaminese, e chegaremos à conclusão de que o motivo desse determinado torcicolo, é a raiva contida, que estará afetando as energias do Fígado e da Vesícula Biliar. 

                                         

ACUPUNTURA JAPONESA

Uma prática mais atualizada de acupuntura desenvolvida por acupunturistas Japoneses de renome  vem aprimorando  o mapeamento da energia (Qi)   por meio da palpação sensível no corpo do paciente, investigando as regiões afetadas pela distribuição irregular do Qi e, a partir das relações que existem entre os meridianos, seus orgãos e as emoções que os afetam,  ajudam a diagnosticar  qual emoção negativa pode estar causando determinado mal estar.   Dentro da arte da acupuntura japonesa  são utilizados   pontos de diagnóstico localizados no abdômen  como meio de identifcar estados emocionais negativos  que afetam a saúde do paciente. Graças a essa forma de diagnóstico, são estabelecidos métodos de tratamentos que aliviam o mal estar fisico e emocional ao mesmo tempo. A investigação dos canais de energia e a percepção do estado de tensão muscular,  permitem  estabelecer uma "conversa" com corpo  de forma que, a todo instante,  podemos ter consciência do impacto que as  emoções negativas estão causando no funcionamento do fisico.


ESTADO EMOCIONAL NEGATIVO AFETA A SAÚDE 

Da mesma forma, Dr. Bach, criador da terapia floral, em seus escritos deixa claro que o estado emocional negativo é o principal vilão pronto a afetar a saúde do homem. Sua pesquisa baseou-se desde o início no desenvolvimento de um método simples e eficaz  que possibilitasse de maneira  suave e tranquila, ajudar a recuperar  as pessoas enfermas. "Tratando o doente, não a doença", ele conversava com seus pacientes individualmente procurando saber seu estado emocional como meio de encontrar a fonte da doença que ele carregava no corpo (e na mente).   Nossa prática  clínica  mais as vivências dos grupos durante nossos cursos de Terapia Floral e Medicina Tradicional Chinesa,  tem evidenciado a importância e a grandeza da junção entre Terapia Floral e Acupuntura. Ambos os métodos tratam o indivíduo, com suas carateristicas pessoais, fisicas e emocionais, e a investigação com base nesses moldes tem sido excelente meio de diagnóstico e de tratamento para a recuperação do equilibrio emocional e físico do indivíduo. Por meio dos métodos de diagnóstico da acupuntura japonesa, podemos localizar no corpo, com grande precisão, o desequilibrio emocional gerador do processo de somatização e, após o tratamento conjugado, é possivel  perceber e avaliar com clareza, no corpo do paciente, seu processo de recuperação, à medida que ele evolui do estado emocional negativo para o positivo. Ou seja, por meio da percepção da modificação da distribuição do Qi nos canais de energia, somo capazes de avaliar, tanto  a evolução do processo de cura que as essencias florais promoveram nas emoções como a melhora do quadro patologico fisico, ao mesmo tempo.  A junção dessas duas terapias permite estabelecer uma conversa entre corpo e mente e beneficar o nosso estado de saúde geral de uma maneira natural e segura.

Até a próxima!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Estudo das Emoções: Raiva III




É PRECISO EXPRESSAR A RAIVA
Num movimento contrário ao dos cronicamente enraivecidos, encontramos os invulneráveis, que se dizem nunca afetados pela raiva! Poderíamos chama-los de insensíveis! Eles não sentirão raiva, tampouco alegria ou simpatia, pois,  na verdade, não têm acesso aos seus sentimentos. Estes jamais expressam raiva ou qualquer outro sentimento. Mas se a emoção da raiva lhe atingiu, é preciso permitir que ela flua para purificar a ferida emocional e iniciar a cura. Quando levamos à boca alguma coisa ruim, nosso instinto nos faz cuspi-la fora para livrar-nos do que nos desgostou.
Assim é com a mágoa que gera a raiva. Jogá-la para fora é o movimento natural necessário e saudável, que permite que reequilibremos nossas emoções.


REPRIMIR A RAIVA É PERIGOSO, E NEGÁ-LA, IMPOSSÍVEL!
É preciso identificar e reconhecer a própria raiva, mesmo não manifestando a reação raivosa. Há quem tenha receio de liberar sua raiva por vários motivos. Talvez o primeiro deles seja o medo da perda de controle de sua própria reação e daquilo que sua raiva possa revelar. Entretanto a demonstração da raiva nem sempre é, ou precisa ser violenta, é natural e é controlável.
Verdade que nem sempre é possível deixar fluir a raiva e ela acaba sendo bloqueada e vai penetrando e supurando dentro de nós. Daí torna-se crônica e a pessoa pode até adoecer seriamente.



O QUE NOS IMPEDE DE EXPRESSAR A RAIVA?
Uma educação infantil repressiva muitas vezes causa esse tipo de bloqueio.
Além disso, alguns podem pensar que se demonstrarem sua raiva, estarão mostrando um lado feio de si mesmos, deixando assim de serem amados. Outros fantasiam violências onde podem perder as estribeiras e fazer coisas terríveis, passando das medidas. Muitos não querem parecer fracos, outros têm medo de magoar pessoas amadas ou pessoas que não podem “ouvir verdades” como, por exemplo, seu superior no trabalho.
Mas a verdadeira raiva não se dissipa se não dermos a ela um espaço.




QUAL QUANTIDADE DE RAIVA PRECISA SER EXPRESSA PARA APAZIGUAR O SENTIMENTO?
Difícil medir, pois cada magoa dói de maneira diferente e varia de pessoa para pessoa. Os orientais ensinam que devemos desenvolver a  capacidade de apurar com sagacidade e  com estratégia o momento propicio e o local adequado para  manifestarmos as nossas opiniões ou desejos, evitando reações raivosas.  Este constitui um meio de evitar que caiamos  nas mãos maléficas da raiva e preservemos nosso metabolismo hepático.
A busca pela meditação como veiculo para a amenização dos efeitos deletérios da raiva sobre  a saúde é cada vez mais frequente. Os grandes pesquisadores desta área afirmam com bastante experiência: a raiva não deve ser submetida à repressão e sim, ao contrario, entendida como um sinal a ser observado no seu movimento e na sua natureza para que possamos aprender com ela a estabelecer nossos limites individuais.
Contar até dez e respirar antes de reagir pode ajudar, pois é uma forma de ganharmos tempo antes da reação explosiva vir à tona. O mais importante é buscar rever a situação depois que a poeira baixar, fazer uma leitura imparcial do ocorrido para, quem sabe, tirar daí um aprendizado, talvez uma forma melhor de lidar com uma situação semelhante no futuro. 



Existem  florais que nos ajudam a lidar com a raiva e suas nuances. Voltaremos pra falar sobre alguns deles.


Até a próxima!!!


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Estudo das Emoções: Raiva - II


Madeira


 A FILOSOFIA CHINESA E A RAIVA
A medicina tradicional chinesa explica que a raiva é classificada como uma energia yang, ou seja de natureza ardente, explosiva, impulsionada de dentro para fora, característica do elemento Madeira. Ter o controle sobre a raiva é uma missão difícil, uma batalha que temos que travar  a todo instante, mas a raiva faz parte do processo do nosso impulso natural de manifestar  nossa ação criativa no mundo exterior. Todos os nossos desejos, metas, objetivos estão ligados às capacidades de realização e execução .Todos nós queremos conseguir a satisfação dos nossos desejos da forma mais rápida. Buscamos a todo instante ganhar e realizar os nossos feitos. Nossa sociedade moderna  incentiva cada vez mais o consumismo e o acúmulo de bens materiais e de conhecimento. Quanto mais rápido e ativo,  melhor. Todo esse contexto nos leva ao acúmulo de energia ou à ativação maior do nosso metabolismo hepático. Essa relação psicossomática foi estudada e sistematizada pelos médicos orientais de forma bastante sagaz. Afirma-se que o Fígado e a Vesícula Biliar, mais algumas estruturas orgânicas, são responsáveis pela capacidade de impulsionar e de executar os nossos desejos. Essas estruturas orgânicas são constantemente  desequilibradas pelo estado emocional da raiva, uma vez que a raiva acontece porque algo ou alguém nos impediu, ou nos bloqueou a ação.





A EXPRESSÃO DA RAIVA
Já foi dito que expressar tristeza ativa no próximo, um sentimento de solidariedade e o desejo de ajudar a pessoa triste. Mas expressar raiva é bem mais complicado. Quando uma pessoa expressa  raiva, suas sobrancelhas se baixam no centro e apontam para cima, formando um arco quase pontudo. O olhar fica fixo na direção do alvo (ou seja, daquilo ou daquele que causa  ou a raiva). Os lábio se cerram com força, enrugando-se ou, numa demonstração de raiva mais intensa, a pessoa arregala os lábios tensos, mostrando todos os dentes.  A expressão da raiva assusta, ativa no outro o medo, em seguida, pode ativar o desejo de revide, um sentimento igualmente raivoso, nada solidário. A consequência pode ser uma briga com  troca de ofensas físicas e/ou morais, que em nada contribuirão com a evolução do ser, ao contrário, estimulam a violência.
As pessoas são diferentes na frequência e forma de demonstrar sua  raiva. Alguns são cronicamente enraivecidos e a demonstram  mais rapidamente que outros e com maior grau de agressividade. Seu foco está sempre voltado para aquilo que tem o potencial de causar aborrecimentos. Constantemente “perdem a cabeça” para depois se arrependerem do que fizeram ou disseram no momento de raiva. Esses sofrem mais e tem maiores dificuldades para “consertar os estragos” posteriormente. A herança genética e/ou o ambiente são os maiores responsáveis por essas diferenças.


QUAL É A UTILIDADE DA RAIVA?
Dentro da normalidade, temos sempre a opção de não agredir. Dalai Lama defende que é possivel não sentir raiva quando há compaixão, pois se entendermos os motivos do outro, somos capazes de não sentir a ofensa.
Entretanto dizemos que às vezes, é importante agir baseados na raiva.  
Essa ação poderá pode ser útil no sentido da autopreservação, ou seja, uma manifestação direta e adequada da raiva pode ser necessária e é saudável, porque afasta o medo, uma vez que ela é a própria energia do movimento do qual precisamos para agir e lidar com as ameaças. 
Da raiva tambem podemos tirar lições, pois quando nos enfurecemos é sinal que alguma coisa nos incomodou, e se tivermos clareza das causas desse incômodo,  agiremos sobre a situação, reagindo com certa energia de "raiva" para que o agressor perceba que existem limites que devem ser respeitados. É assim que se educa; a pessoa ofensiva precisa saber que o que fez nos desagradou, para que ela pare de fazer isso. Será preciso, em primeiro lugar total sinceridade consigo mesmo e estar seguro para depois se expressar da forma mais adequada. O importante é que não haja uma carga de agressividade que ative a ira do  interlocutor, e que ele entenda suas razões para que  o assunto se encerre sem rancores de ambas as partes e com aprendizado.





Este video sugere o que devemos fazer com a nossa querida RAIVA!!!





O que fazer com a raiva ? por Outravia

Continua...
Até a próxima!!!