quinta-feira, 28 de abril de 2011

Recados do Dr.Bach



"A voz da nossa Alma, e somente essa voz, deve ser atendida no que diz respeito ao nosso dever, sem que nos desviem os que estão a nossa volta. Será necessário desenvolver ao máximo a individualidade, temos de aprender a andar pela vida sem confiar em ninguém não ser na nossa Alma para obter orientação e ajuda, para conquistarmos nossa liberdade com ambas as mãos e lançarmo-nos no mundo para adquirir cada partícula possível de conhecimento e experiência."

Dr.Edward Bach

domingo, 24 de abril de 2011

Cantinho do Dr.Edward Bach - VIII

9 - Uma nova etapa: de Cromer para Sotwell
Até 1934 Dr.Bach havia encontrado dezenove medicamentos, oito deles na região de Cromer. Ele gostava muito daquela região. Adorava os campos de Gales, mas a região costeira de Cromer trazia para ele o contato com o mar e com as pessoas que dele viviam. Ele admirava a forma como essas pessoas se relacionavam com o mar, seu conhecimento e sua sabedoria, fruto de um respeito á natureza a partir do instinto e da intuição, sem nenhuma formação acadêmica. Entre eles fez muitos amigos e sentia-se bem. Mr.Jack Davies era um de seus amigos pescadores e uma vez afirmou que Dr.Bach estava sempre pronto, a qualquer momento do dia ou da noite, a ajudar a qualquer um, de qualquer maneira, pobres ou ricos - isso não fazia diferença.” Graças a sonhos premonitórios e pressentimentos, Dr. Bach chegou a evitar alguns acidentes na região de Cromer. Estava sempre atento às necessidades da comunidade! Mesmo quando saiu daquela região, sua sintonia com os pacientes era tão profunda, que muitos escreviam para ele relatando que durante a noite, quando no período de doença, Bach lhes aparecia em sonhos ou ilusões, tocava-lhes a fronte ou o braço e os acalmava, até que caiam em sono profundo e reparador. Verdadeiros milagres que Bach, com sua humildade atribuía a Conexão Superior que se formava entre ele e seus pacientes.

Pescadores em Cromer
O tempo que ele passou em suas idas e vindas da costa leste em Cromer para o oeste em Gales, pesquisando, atendendo de graça, sem salario, sem residência fixa, fazia alguns acreditarem que ele fosse rico, com economias guardadas do tempo de sua pratica em Londres, mas os mais próximos sabiam que muitas vezes, lhe era difícil compra o brandi com o qual preparava seu florais. Suas palavras: “Tudo o que consegui foi devido a Proteção do Grande Poder que zela por mim e à tarefa para a qual eu fui designado a cumprir.” Na verdade, Bach preocupava-se tão pouco com as aparências, que chegou até a ser confundido com um vagabundo de rua por um transeunte desconhecido.
Agora estava cansado, mas muito feliz. Já havia descoberto dezenove essências florais, sua medicina era aceita em diversos lugares na Inglaterra e fora dela, e os leigos, conforme seu grande desejo, já podiam fazer prescrições a partir das informações que divulgava com frequência. Interessante que Dr. Bach dizia ter inveja dos leigos, pois eles conseguiam se concentrar nos estados de alma puro de seus pacientes, enquanto ele, com seus conhecimentos médicos ortodoxos, muitas vezes se deixava levar pela preocupação de um possível agravamento na evolução da doença, ou pelos sintomas físicos que os distraiam do que deveria ser o seu verdadeiro foco: a atitude mental dos pacientes.
Mobilia da Casa Mount Vernon
Outro motivo para a alegria de Bach era sua casa em Sotwell. Estava, como sempre, sem dinheiro, mas confiava no futuro. Gostava do pequeno vilarejo perto de sua casa, mas sentia-se cansado. Então, por algumas semanas, não deixou que seus conhecidos soubessem de seu paradeiro, e tampouco apresentou-se como médico aos novos vizinhos da região. Aproveitou a quietude e a paz de seu novo lar e escreveu a segunda edição do livro, “Os Doze Curadores e os Sete Auxiliares” que seria publicado em julho de 1934.
Passou dias trabalhando no jardim e assim, recuperou suas forças. Descoberto seu paradeiro, pacientes começaram a aparecer aos montes. Para ajudá-lo, Bach treinou com muito cuidado, três pessoas leigas que se tornariam seus colaboradores e a quem ele chamava de “seu time”. Durante a primavera, uma vez por semana, ia a Londres tratar pacientes, mas isso lhe custava muito desgaste físico e mental. Então parou e se fixou definitivamente na sua casa (Mount Vernon) em Sotwell.

Bach passou algum tempo em uma velha casa chamada Wellsprings, que pertencia a Mary Tabor, uma de suas colaboradoras. Lá, nas suas horas de folga trabalhou na produção de mobília para essa casa e para a sua Mount Vernon. Reciclou caixas de frutas para fazer cadeiras, fez camas e mesas da madeira do elmo e deu o acabamento com extrato de nogueira em vez do polimento usual. O lugar era bucólico, cercado por jardins e um orquidário. Era a primeira vez que ele trabalhava com carpintaria, mas fez tudo com facilidade, prazer e simplicidade. O resultado foi simplesmente bonito!
Esse trabalho ocupou sua mente por um tempo, mas no fundo Dr.Bach já tinha consciência de que uma nova etapa de seu trabalho estava por vir. Mais trabalho, mais pesquisas, mais descobertas, pois certos estados de mente ou humores não haviam sido incluídos no grupo dos primeiros dezenove. Ele precisava esperar pela próxima primavera para retomar sua pesquisa, e talvez já imaginasse que isso exigiria dele uma intensa atividade interior e muito gasto de energia.

Casa Wellsprings

Até a próxima!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Recados do Dr. Bach

Rock Rose
"Lembremos que, quando o defeito é descoberto, o remédio não consiste em lutar contra esse defeito, nem usar de energia e força de vontade para suprimir o erro, mas sim, no firme desenvolvimento da virtude oposta, desse modo eliminando automatica-mente da nossa natureza qualquer vestígio de transgressão.''

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O Cantinho do Dr.Edward Bach - VII

8 - Os Sete Auxiliares
Era inverno em Cromer no ano de 1932. Dr. Bach fazia publicações na impressa leiga, de modo que qualquer pessoa, principalmente os necessitados, pudesse conhecer os seus remédios. Mas a comunidade médica relutava em aceitar suas ideias de cura. Então, certo dia ele resolve publicar um anúncio sobre seus remédios de ervas em alguns jornais de grande porte, já sabendo o risco que corria de perder seu registro como médico. Alguns dos jornais nem sequer chegaram a publicar o anúncio numa tentativa de proteger Dr.Bach, mas outros dois jornais o fizeram. Essas publicações foram o motivo da desaprovação pelo Conselho Médico Britânico, que durante um ano, desde novembro de 1932 até novembro de 1933, faz intensa troca de correspondências com Dr. Bach na qual ele sofre repreensões e ameaças de expulsão. Mais tarde, em 1936 o referido Conselho voltaria a criticá-lo por estar trabalhando com auxiliares leigos em seus atendimentos. Entretanto, o nome de Bach nunca foi retirado dos livros de registro. Em uma carta ao Conselho, Bach dizia que não se considerava mais medico, e sim um “herbalista”. E foi por vontade própria que rescindiu com a Associação e com a Medicina Ortodoxa para nunca mais voltar atrás.
Rock Water
Os bons resultados com os 12 curadores já eram uma certeza, mas Bach começou a perceber que precisaria de outro grupo de essências que ajudassem aqueles casos mais crônicos e mais difíceis de serem tratados. Esse segundo grupo de essências deveria tratar aqueles que, de tanto sofrer, passavam a acreditar que, já que o sofrimento era uma constante em suas vidas, a solução seria adaptar-se à vida com sofrimento! Em janeiro de 1933, Bach deixou novamente Cromer e foi para Marlow em busca de novos remédios. Em abril, descobre Gorse, iniciando a descoberta dos florais que comporiam o grupo dos 4 Auxiliares. Em maio, de volta a Cromer, descobre Oak na floresta de Felbrigg; em agosto, em Abergavenny descobre Heather e, ao mesmo tempo, Rock Water, única essência não extraída de flor, mas de uma fonte conhecida por suas propriedades curativas.
Foi uma época bem atribulada para Dr.Bach, pois muitos pacientes começaram a procurá-lo enquanto a correspondência com o Conselho de Medicina tomava seu tempo. Entre suas andanças ainda consegue escrever o manuscrito chamado “The Twelve Healers” (Os Doze Curadores), impresso em forma de panfleto, onde descreve os remédios e os estados de mente e humores que eles podiam aliviar, juntamente com as instruções de preparo, prescrições e dosagens. A princípio pensou em vender os panfletos por “dois centavos de libra”, com o intuito de recuperar os gastos com a impressão. Mas esquecia de cobrar!
Os florais de Bach já eram conhecidos na Inglaterra e fora dela. A aceitação e o sucesso de seus remédios de flores eram os sinais de que sua decisão de informar os leigos sobre sua medicina havia sido acertada. Seu desejo era disponibilizar seus remédios cada vez mais. Assim, presenteou dois grandes laboratórios londrinos com vários “kits” de essências florais pedindo que eles fossem vendidos pelo menor preço possível.
Apesar de já haver determinado que ainda faltavam três essências para completar o grupo dos 7 Auxiliares, Bach decidiu escrever o seu livro – “The Twelve Healers and Four Helpers”- publicado no outono de 1933, incluindo a descrição e prescrição dos 4 auxiliares já descobertos.
Nesta época já fazia uso de uma mistura de três essências - Rock Rose, Clematis e Impatiens - que ele denominou de Rescue Remedy - para tratar casos de emergência como acidentes e dores agudas ou pânico. Ele carregava um vidrinho dessa essência sempre em seu bolso. Com essa mistura, em dezembro de 1934, salvou um pescador que naufragara em uma tempestade em Cromer. Muitas curas acontecem em Cromer. Bach foi desenvolvendo cada vez mais sua sensibilidade e desprendimento dos bens materiais. Continuava não cobrando pelas consultas e vivia da venda de seus livros e das doações dos pacientes que faziam questão de contribuir para que seu trabalho pudesse continuar a ser desenvolvido. Mas nunca passou por privações severas.
Só no verão seguinte, em junho de 1934 voltou a se dedicar à busca dos três remédios que faltavam e encomendou aos seus amigos da Itália e da Suíça as essências de Olive e Vine. Depois descobriu o Wild Oat, e assim completou o quadro dos Sete Auxiliares. O propósito dos remédios auxiliares era eliminar o estado emocional crônico para revelar a pessoa real e, portanto, a lição de alma que havia descrito nos 12 Curadores.
A nova medicina de ervas atingira um repertório de 19 essências florais. Dr.Bach levou 4 anos vagando pelas áreas rurais e pela costa de Inglaterra e Gales, permanecendo pouco tempo em cada lugar. Como não tinha endereço fixo, acabava perdendo correspondências e o contato com amigos e pacientes. Começou a pensar que precisava de um lugar para morar. Dessa forma poderia reencontrar colegas de profissão com o objetivo de encorajá-los a usar a nova medicina.
Mount Vernon, Sotwell
Em abril de 1934 estabeleceu-se em Sotwell, no vale de Tamisa em uma pequena casa alugada chamada de Mount Vermon (em vez de número, as casas afastadas das áreas mais urbanas na Inglaterra têm nomes). Bach ficou feliz, pois muitas de suas plantas cresciam nos arredores da nova casa. Suas economias se esgotaram nesse empreendimento e ele mesmo teve que fazer a mobília, a partir da madeira de caixas de frutas. Seus moveis ainda podem ser vistos em Mont Vernon, onde hoje funciona o Centro Bach. Nora Weeks, sua fiel assistente, o acompanhou e Victor Bullen, um velho amigo, veio de Cromer para ajudá-lo.
Como era de costume, no começo de seu trabalho nessa região, Bach não cobrava pelos atendimentos e nem remédios, mas acabou cobrando um valor simbólico para que os pacientes sentissem que havia uma energia de troca (que ele achava positiva) onde os pacientes também doavam, ao invés de só receber.
Nora Weeks sugere que o ano de 1934 foi o ano da conciliação, com longos e tranquilos dias dedicados ao trabalho no jardim. Confeccionou móveis e escreveu “The Twelve Healers and the Seven Helpers” (os 12 Curadores e os 7 Auxiliares). Caminhou e conheceu a região. Aquela seria a calma antes da tormenta.

Até a próxima!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O Cantinho do Dr.Edward Bach - VI

7- Os Doze Curadores

O que mais alegrava Dr. Bach era perceber que os florais promoviam melhorias na saúde geral além de restabelecer o interesse pela vida. Em fevereiro de 1930 havia sido publicada sob o titulo Novos Remédios e Novos Usos”, a descrição do Mimulus, do Impatiens e do Clematis - os três primeiros. Ainda em Cromer, no mês de agosto, observando e estudando pessoas e buscando pelos arredores de Norfolk, na pequena vila de Blackeney & Clay, com suas ruas estreitas e casas com imensos jardins, repletos de flores, Bach encontrou mais flores simples e comuns do lugar, com as quais preparou seis novos florais além de preparar novamente o Clematis, desta vez pelo Método Solar. Testou Agrimony e em seguida, Chicory, Vervain, depois Centaury, Cerato e Scleranthus. Agora já eram nove essências.
Bach permaneceu em Cromer durante o inverno, tratando pacientes com seu novo repertório de essências florais. À sua casa em Cromer iam muitas pessoas em busca dos seus medicamentos de flores, que a essa altura já haviam alcançado repercussão pelos maravilhosos resultados conseguidos. Ele observava as ações dos novos remédios e anotava os resultados. Enquanto isso ia publicando suas descobertas em artigos para o “The Homeopatic World”. Dr.Bach foi o primeiro a descrever e a publicar os casos clínicos tratados somente com os florais.
Mas Bach nunca cobrava por suas consultas e estava sempre sem dinheiro no bolso. Ele confiava plenamente na Providencia Divina: nas situações de aperto, como quando tinha que comprar uma passagem de trem para continuar suas buscas, o dinheiro aparecia. Fosse como um pagamento atrasado, ou como donativo, enfim o dinheiro certo aparecia na hora certa, nem mais nem menos do que o necessário naquele momento. E foi assim que finalmente conseguiu alguém que publicasse seu manuscrito. Em fevereiro de 1931 sai a primeira edição do “Cura-te a ti Mesmo”.
Sussex
Em março, Bach sai de Cromer. Era o começo da primavera. O clima e sua intuição diziam que era chegada a hora de deixar o consultório e voltar aos campos. Em abril de 1931, parte novamente para o Pais de Gales em busca dos três últimos curadores, mas foi em Sussex, Inglaterra, que descobriu o Water Violet. Em seguida percorre o vale do Tamisa e se instala perto de Wallingford. Seus dias voltaram a ser vividos praticamente ao ar livre. Seu décimo primeiro floral, Gentian, ele sabia, só floresceria no outono. Esperou pelas flores e preparou a essência na cidade de Kent.
Passou o inverno seguinte em Cromer novamente. Agora teria que esperar novamente para encontrar a décima segunda essência. Enquanto isso atendia pacientes – com sucesso! Mas com a chegada da primavera novamente, Bach fica ansioso para sair a campo. Entretanto, amigos e pacientes antigos de Londres há tempos pediam seu retorno. Ele tentou: ocupou um consultório em Wimpole Street que logo se encheu de pacientes. Mais uma vez, a correria, a multidão, a cidade o afetariam de mais. Adoece física e mentalmente. Procurava com frequência as árvores do Regente Park onde permanecia sentado durante horas para recuperar sua energia vital. E foi no Regent Park que escreveu “Free Thyself” – “Liberte-se”, uma publicação na forma de panfleto que fala da intuição e explica toda sua filosofia de vida e de profissão. No livro acrescentou a descrição e o uso dos onze remédios encontrados até então. Primeira e única edição em 1932, que deixou de ser publicada porque logo em seguida Bach descobriria a décima segunda essência. Na verdade, Bach suportou Londres somente por dois meses e saiu atrás do último curador - Rock Rose – nos arredores de Kent, perto do local onde Gentian florescia no outono. Então escreve o livro “The Twelve Healers – “Os Doze Curadores.
Estava completo o seu repertório das Doze Essências Curadoras.

Kent

Até a próxima!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Recados do Dr.Bach

Gorse
"Assim, vemos que nossa vitória sobre a doença dependerá principalmente do seguinte: em primeiro lugar, da compreensão da Divindade que existe dentro de nossas naturezas, do nosso consequente poder para superar o que esteja errado; em segundo do conhecimento de que a causa básica da doença deve-se à desarmonia entre a personalidade e a Alma; em terceiro, de nossa boa vontade e da habilidade para se descobrir a falta que esta causando tal conflito; em quarto, da remoção desse defeito, desenvolvendo a virtude oposta." (cap.VIII - Cura-te a ti Mesmo)
                                                                 Dr.Edward Bach