segunda-feira, 2 de maio de 2011
Cantinho do Dr.Edward Bach - IX
Os 19 complementares
A descoberta dos 19 complementares aconteceu de maneira muito diferente do grupo inicial. Na época Bach sofria de sinusites com dores de cabeça fortes e desesperadoras. Numa manhã de março de 1935 ele saiu vagando pelos campos. Sabia que estava prestes a encontrar um floral que iria curar seu sofrimento mental:o medo de perder o controle. Encontrou as nuvens formadas pelas flores brancas do Cherry Plum. Pegou algumas flores. Pensou que o sol de março (inicio da primavera) não seria suficiente para potencializar sua nova erva, então decidiu ferver as flores em água por uma hora. Esperou esfriar, coou e tomou algumas gotas. Sua agonia se foi e junto com ela as dores.
O método da fervura seria usado daí em diante para preparar as plantas que florescem de fevereiro a agosto. Depois de uma hora de fervura em panela de ágata, a mistura é deixada para esfriar perto da planta de origem, depois coada e engarrafada junto com a mesma quantidade de brandy (conhaque a base de uva conservada em toneis de carvalho) utilizado como conservante, da mesma forma que as essências feitas pelo método solar.
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| Método de Ebulição |
Entre março e agosto daquele ano de 1935 Dr.Bach encontrou e preparou os 19 remédios – uma media de um por semana. Foi um processo agonizante, pois antes de encontrar um novo remédio experimentava a intensidade de cada estado emocional para qual o remédio seria de ajuda.
A descoberta de cada um deles era antecipada por seu sofrimento físico e mental. Seu sofrimento era tamanho, que seus colaboradores pensavam que ele iria sucumbir, mas graças à sua coragem e fé, ele continuava a ver seus pacientes, a cuidar da correspondência e a buscar pelos campos, da forma como conseguisse: a pé, de bicicleta ou de carro.... Cada vez mais sensível, Bach chegava a contrair os sintomas da doença de seus pacientes, antes mesmo que eles entrassem em sua sala para a consulta. Nora Weeks, Victor Bullen, Dr.Wheeler e Mary Tabor eram testemunhas do seu esforço sobre-humano.
Escolheu flores de árvores - Cherry Plum , Elm, Aspen, Pine, Larch, Hornbean, Willow, Beech, Crab Apple e Walnut, além das três castanheiras: Red Chestnut, Sweet Chestnut e White Chestnut da qual extraiu um floral das flores e outro dos botões, o Chestnut Bud. Depois Holly, Honeysuckle e Wild Rose - arbusto, e mais duas ervinhas - Star of Bethlehem e Mustard. Escreveu e publicou um folheto explicativo sobre suas ultimas descoberftas, que depois foi inserido no livro “The Twelve Healers and Seven Helpers.”
Depois escreveu “Os Doze Remédios Curadores e Outros Remédios”, onde descreve com tamanha clareza os 38 estados emocionais a serem tratados pelos florais, que mesmo a mente mais simples poderia compreender o que ele queria dizer. Nesse livro separa suas 38 essencias florais em sete grupos: para o medo, para a indecisão, falta de interesse no presente, para a solidão, excesso de sensibilidade a influencias e opiniões, para o desespero ou desalento, para a preocupação excessiva com o bem estar dos outros. Com o livro publicado em 1936, Bach declara que “havia completado a sua obra e sua missão na Terra.”
Só faltava agora, divulgar seu método simples de cura. Concentrou-se no planejamento da palestra que ele e seus colaboradores deveriam proferir para tornar publico o seu trabalho, explicando métodos de tratamento e prescrição de suas Ervas Curadoras - como ele chamava. Seu plano era espalhar seu método por todos os lugares onde passassem.
O desgaste daqueles 6 meses havia sido enorme. Ficou exausto e enfraquecido, mas Bach era um homem feliz! Nunca perdeu o interesse pelos acontecimentos da vila, nem desistiu de trazer alegria a seus companheiros, pois sabia que alegria era fundamental para a saúde e bem estar de todos. No pub local – The Red Lion, ele brincava e ria, cantando suas canções favoritas, sempre pagando a primeira rodada de bebida para todos. Gostava de críquete e futebol, e acompanhava com alegria os jogos locais. Agora usava barba e estava calvo. Passeava com seu cachorrinho Lulu, com uma vareta na mão. Uma figura que se destacava, sempre alegre e companheiro.
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| Cemiterio em Sotwelll -túmulo de Bach |
No dia em que completou 50 anos - 24 de setembro de 1936 - proferiu sua 1º Conferencia Pública chamada “The Hewaling Herbs” (Ervas Curadoras) em Wallingford, e em outubro, na Maçonaria. Depois desses eventos adoeceu severamente e faleceu! Morreu em seu leito, dormindo, na noite de 27 de novembro de 1936 e foi enterrado perto de Mount Vernon. Em sua lápide alguém escreveu “Amados – Estou vivo para sempre”.
Havia treinado muito bem o seu time para que pudesse ficar mais tranquilo e se dedicar ao trabalho que viria a diante, pois sabia que muito ainda precisava ser feito, não sabia o que nem se seria feito neste plano ou em outro. Pelas palavras de Nora Weeks: “Para Bach a vida era continua sem interrupção pelo que chamamos de morte, que simplesmente passa para uma mudança de condição; ele tinha certeza que algumas tarefas so podiam ser feitas no plano terreno, enquanto o plano espiritual seria necessário para outros tipos de trabalho.”
Sua coragem, determinação e altruísmo nos deixou esse belo legado: um sistema de cura simples, seguro, completo, de uso simples, acessível a todos, pois esse é o jeito da Natureza e é o correto. Após a sua morte, Nora Weeks e Victor Bullen continuaram o trabalho da forma que Bach deixou. Em 1958 eles conseguiram recursos financeiros para comprar Mount Vernon.
Na porta da casa Mount Vernon - há uma placa com a inscrição: “SIMPLICIDADE, HUMILDADE e COMPAIXÃO”. Estas três palavras formam a mola mestra da filosofia de Dr.Bach:
SIMPLICIDADE - lembrando que a cura está na Natureza – nos campos magnéticos das flores e dos homens se harmonizando, permitindo o equilíbrio interior.
HUMILDADE – está na nossa disponibilidade para perceber o outro. A nossa meta é buscar o crescimento pessoal.
COMPAIXÃO – está na determinação a entender cada um e ajudar as pessoas a perceberem que todos têm virtudes e que podem ser recuperadas a qualquer momento. A dor e o sofrimento devem ser transformados em uma grande oportunidade de aprendizado.
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| Porta da Casa Mount Vernon |
Até a próxima!!!!!
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