segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Estudo das Emoções: Raiva III




É PRECISO EXPRESSAR A RAIVA
Num movimento contrário ao dos cronicamente enraivecidos, encontramos os invulneráveis, que se dizem nunca afetados pela raiva! Poderíamos chama-los de insensíveis! Eles não sentirão raiva, tampouco alegria ou simpatia, pois,  na verdade, não têm acesso aos seus sentimentos. Estes jamais expressam raiva ou qualquer outro sentimento. Mas se a emoção da raiva lhe atingiu, é preciso permitir que ela flua para purificar a ferida emocional e iniciar a cura. Quando levamos à boca alguma coisa ruim, nosso instinto nos faz cuspi-la fora para livrar-nos do que nos desgostou.
Assim é com a mágoa que gera a raiva. Jogá-la para fora é o movimento natural necessário e saudável, que permite que reequilibremos nossas emoções.


REPRIMIR A RAIVA É PERIGOSO, E NEGÁ-LA, IMPOSSÍVEL!
É preciso identificar e reconhecer a própria raiva, mesmo não manifestando a reação raivosa. Há quem tenha receio de liberar sua raiva por vários motivos. Talvez o primeiro deles seja o medo da perda de controle de sua própria reação e daquilo que sua raiva possa revelar. Entretanto a demonstração da raiva nem sempre é, ou precisa ser violenta, é natural e é controlável.
Verdade que nem sempre é possível deixar fluir a raiva e ela acaba sendo bloqueada e vai penetrando e supurando dentro de nós. Daí torna-se crônica e a pessoa pode até adoecer seriamente.



O QUE NOS IMPEDE DE EXPRESSAR A RAIVA?
Uma educação infantil repressiva muitas vezes causa esse tipo de bloqueio.
Além disso, alguns podem pensar que se demonstrarem sua raiva, estarão mostrando um lado feio de si mesmos, deixando assim de serem amados. Outros fantasiam violências onde podem perder as estribeiras e fazer coisas terríveis, passando das medidas. Muitos não querem parecer fracos, outros têm medo de magoar pessoas amadas ou pessoas que não podem “ouvir verdades” como, por exemplo, seu superior no trabalho.
Mas a verdadeira raiva não se dissipa se não dermos a ela um espaço.




QUAL QUANTIDADE DE RAIVA PRECISA SER EXPRESSA PARA APAZIGUAR O SENTIMENTO?
Difícil medir, pois cada magoa dói de maneira diferente e varia de pessoa para pessoa. Os orientais ensinam que devemos desenvolver a  capacidade de apurar com sagacidade e  com estratégia o momento propicio e o local adequado para  manifestarmos as nossas opiniões ou desejos, evitando reações raivosas.  Este constitui um meio de evitar que caiamos  nas mãos maléficas da raiva e preservemos nosso metabolismo hepático.
A busca pela meditação como veiculo para a amenização dos efeitos deletérios da raiva sobre  a saúde é cada vez mais frequente. Os grandes pesquisadores desta área afirmam com bastante experiência: a raiva não deve ser submetida à repressão e sim, ao contrario, entendida como um sinal a ser observado no seu movimento e na sua natureza para que possamos aprender com ela a estabelecer nossos limites individuais.
Contar até dez e respirar antes de reagir pode ajudar, pois é uma forma de ganharmos tempo antes da reação explosiva vir à tona. O mais importante é buscar rever a situação depois que a poeira baixar, fazer uma leitura imparcial do ocorrido para, quem sabe, tirar daí um aprendizado, talvez uma forma melhor de lidar com uma situação semelhante no futuro. 



Existem  florais que nos ajudam a lidar com a raiva e suas nuances. Voltaremos pra falar sobre alguns deles.


Até a próxima!!!


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Estudo das Emoções: Raiva - II


Madeira


 A FILOSOFIA CHINESA E A RAIVA
A medicina tradicional chinesa explica que a raiva é classificada como uma energia yang, ou seja de natureza ardente, explosiva, impulsionada de dentro para fora, característica do elemento Madeira. Ter o controle sobre a raiva é uma missão difícil, uma batalha que temos que travar  a todo instante, mas a raiva faz parte do processo do nosso impulso natural de manifestar  nossa ação criativa no mundo exterior. Todos os nossos desejos, metas, objetivos estão ligados às capacidades de realização e execução .Todos nós queremos conseguir a satisfação dos nossos desejos da forma mais rápida. Buscamos a todo instante ganhar e realizar os nossos feitos. Nossa sociedade moderna  incentiva cada vez mais o consumismo e o acúmulo de bens materiais e de conhecimento. Quanto mais rápido e ativo,  melhor. Todo esse contexto nos leva ao acúmulo de energia ou à ativação maior do nosso metabolismo hepático. Essa relação psicossomática foi estudada e sistematizada pelos médicos orientais de forma bastante sagaz. Afirma-se que o Fígado e a Vesícula Biliar, mais algumas estruturas orgânicas, são responsáveis pela capacidade de impulsionar e de executar os nossos desejos. Essas estruturas orgânicas são constantemente  desequilibradas pelo estado emocional da raiva, uma vez que a raiva acontece porque algo ou alguém nos impediu, ou nos bloqueou a ação.





A EXPRESSÃO DA RAIVA
Já foi dito que expressar tristeza ativa no próximo, um sentimento de solidariedade e o desejo de ajudar a pessoa triste. Mas expressar raiva é bem mais complicado. Quando uma pessoa expressa  raiva, suas sobrancelhas se baixam no centro e apontam para cima, formando um arco quase pontudo. O olhar fica fixo na direção do alvo (ou seja, daquilo ou daquele que causa  ou a raiva). Os lábio se cerram com força, enrugando-se ou, numa demonstração de raiva mais intensa, a pessoa arregala os lábios tensos, mostrando todos os dentes.  A expressão da raiva assusta, ativa no outro o medo, em seguida, pode ativar o desejo de revide, um sentimento igualmente raivoso, nada solidário. A consequência pode ser uma briga com  troca de ofensas físicas e/ou morais, que em nada contribuirão com a evolução do ser, ao contrário, estimulam a violência.
As pessoas são diferentes na frequência e forma de demonstrar sua  raiva. Alguns são cronicamente enraivecidos e a demonstram  mais rapidamente que outros e com maior grau de agressividade. Seu foco está sempre voltado para aquilo que tem o potencial de causar aborrecimentos. Constantemente “perdem a cabeça” para depois se arrependerem do que fizeram ou disseram no momento de raiva. Esses sofrem mais e tem maiores dificuldades para “consertar os estragos” posteriormente. A herança genética e/ou o ambiente são os maiores responsáveis por essas diferenças.


QUAL É A UTILIDADE DA RAIVA?
Dentro da normalidade, temos sempre a opção de não agredir. Dalai Lama defende que é possivel não sentir raiva quando há compaixão, pois se entendermos os motivos do outro, somos capazes de não sentir a ofensa.
Entretanto dizemos que às vezes, é importante agir baseados na raiva.  
Essa ação poderá pode ser útil no sentido da autopreservação, ou seja, uma manifestação direta e adequada da raiva pode ser necessária e é saudável, porque afasta o medo, uma vez que ela é a própria energia do movimento do qual precisamos para agir e lidar com as ameaças. 
Da raiva tambem podemos tirar lições, pois quando nos enfurecemos é sinal que alguma coisa nos incomodou, e se tivermos clareza das causas desse incômodo,  agiremos sobre a situação, reagindo com certa energia de "raiva" para que o agressor perceba que existem limites que devem ser respeitados. É assim que se educa; a pessoa ofensiva precisa saber que o que fez nos desagradou, para que ela pare de fazer isso. Será preciso, em primeiro lugar total sinceridade consigo mesmo e estar seguro para depois se expressar da forma mais adequada. O importante é que não haja uma carga de agressividade que ative a ira do  interlocutor, e que ele entenda suas razões para que  o assunto se encerre sem rancores de ambas as partes e com aprendizado.





Este video sugere o que devemos fazer com a nossa querida RAIVA!!!





O que fazer com a raiva ? por Outravia

Continua...
Até a próxima!!!