segunda-feira, 28 de março de 2011

O Cantinho do Dr Edward Bach - V


6. O manuscrito CURA-TE A TI MESMO

Bach desenvolvia a sua teoria dos tipos e continuava procurando outros remédios. De Betws-y-Coed, em Gales, resolveu cruzar para a costa em Abersoch onde permaneceu nos meses de junho e julho de 1930. Continuava desenvolvendo o método solar, e entre suas caminhadas nos campos e passeios na praia, produzia quase que sempre ao ar livre, o manuscrito do livro que introduziria a nova medicina: “Cura-te a ti mesmo”.
Em seu livro, ele deixaria todo o resultado de suas observações sobre o ser humano explicando seus conceitos de saúde e doença, além dos princípios que regem o processo de recuperação da saúde. Explicava: “as doenças que atingem o corpo não tem causas no físico, mas em distúrbios de humor ou estados da mente que interferem na alegria, que é natural em qualquer pessoa.” Quando esses humores persistem, acabam levando a distúrbios no funcionamento dos órgãos e tecidos, resultando na instalação da doença, pois a mente está em controle absoluto das condições físicas e mentais de todo ser humano. À medida que a mente recupera a paz e a alegria normais, a pessoa também recupera o sábio e perfeito controle natural sobre o corpo, recuperando seu estado saudável e alegre. Os remédios florais teriam “o poder de elevar nossas vibrações e assim nos conceder um poder espiritual que limpa a mente e o corpo e cura a doença.”
Bach sabia ser o Homem “dotado de toda sabedoria e conhecimento necessários para guia-lo através da sua vida terrena com felicidade, alegria e saúde, sendo que essa sabedoria chega a ele através de sua intuição e instinto.”(Nora Weeks).
Segundo N.Weeks, Bach era totalmente guiado por intuição, até mesmo na sua vida pessoal. “Natural, espontâneo, não se deixava levar por circunstâncias ou por outras pessoas.”
Julian Barnard
Julian Barnard em seu livro Bach Flower Remedies – The Essence Within”,lança uma pergunta e em seguida a responde: “Como Dr.BACH fez suas descobertas ou como ele soube quais flores seriam a solução para cada estado emocional especificamente?” “Diante dessas questões muitas respostas diferentes podem ser dadas. Às vezes é como se algum anjo do bem ou outro ser desencarnado estivesse sussurrando ao seu ouvido dizendo o que ele devia procurar. E por que não? Isto se chama canalização e muitas pessoas têm essa experiência. Mas talvez Bach, apesar de sua prática em medicina não fosse um homem a favor da abordagem física médica. Então, uma vez mais as pessoas dirão: ele era um sensitivo que só precisava por as suas mãos sobre uma flor e sentiria exatamente quais seriam suas qualidades curativas. Bem, para os sensitivos essas coisas sem dúvida acontecem: é possível sentir a forte qualidade vibracional da planta e reconhecê-la, dar a ela atributos, formatos, palavras, e assim ocorria. “Mas Bach, cuja prática era a de um cientista trabalhou com base em observações científicas sobre suas suspeitas.” Ele era seu próprio laboratório.” (por Julian Barnard)
Dr.Bach continuava suas andanças, como uma forma de meditação com o objetivo de buscar as flores para seus novos remédios. Sua sensibilidade crescente lhe permitia perceber as vibrações emitidas por qualquer planta que quisesse testar e seu corpo reagia instantaneamente, pelo simples fato de segurar na mão uma pétala de flor. Experimentava as gotas de orvalho para descobrir o que elas tinham de curativo e sentia as reações, alguma leves, mas outras mais sérias como vômitos, febre, dores, erupções.
Quando seu manuscrito ficou pronto, Bach o levou a Londres com a intenção de encontrar algum editor para publicá-lo, mas nenhum quis assumir a responsabilidade pelo livro, pois suas ideais eram revolucionárias de mais. Estava praticamente falido a essa altura e não podia bancar a impressão. Ficou aborrecido, pois seu objetivo como sempre era divulgar suas descobertas o mais rápido possível para que as pessoas pudessem ser beneficiadas.
Cromer - Norfolk
Sua sensibilidade tornava difícil a sua vida em Londres, pois o barulho e a agitação lhe exauriam a ponto dele adoecer. Importante lembrar que Bach via na alegria um indicador de uma vida em plenitude, sendo "a felicidade o resultado da obediência aos comandos da Alma – nosso Eu Superior que recebemos por intuição e instinto". Portanto, dizia, “A infelicidade atrai crueldade , ciúmes, baixo auto estima , instabilidade, ignorância, orgulho e ódio – causas das doenças- enquanto a felicidade atrai o oposto: doçura, força, coragem, firmeza , sabedoria , paz e amor”.
Assim, Bach deixou de lado o manuscrito e voltou para a paz do campo, na certeza de encontrar novos remédios e prepará-los pelo método solar de potencialização.
Em agosto de 1930 Bach tinha-se fixado na costa leste da Inglaterra, em Cromer, no condado de Norfolk, a beira mar, juntamente com a assistente Nora Weeks. Nessa etapa de seu trabalho estava concentrado na classificação dos humores. Por se tratar de um local de veraneio, em Cromer Bach teve a oportunidade de observar pessoas saudáveis (em contraste com aquelas que frequentavam seu consultório ou que ele havia tratado nos hospitais de guerra), e conseguiu obter muitos dados que confirmaram suas suspeitas. Neste local desenvolve a teoria dos tipos definindo com segurança seus 12 grupos.
Sempre que podia, voltava para Cromer.

Férias em Cromer
Até a próxima !

terça-feira, 22 de março de 2011

Recados do Dr.Bach


Vervain
“O que chamamos de intuição é nada mais nada menos do que SER NATURAL e seguir absolutamente todos os seus desejos, como uma criança feliz e saudável, nunca interferindo na alegria dos outros, nem permitindo interferências, dependendo unicamente de si mesmo."

segunda-feira, 21 de março de 2011

O Cantinho do Dr Edward Bach - IV


5. A descoberta da nova Medicina


Dr. Bach, com toda sua formação e experiência em bacteriologia, fazia todas suas pesquisas com bases científicas, mas confiava na sua intuição quando a ciência não lhe trazia respostas satisfatórias. A essa altura já sabia que o foco de seu pensamento era o contexto espiritual da vida humana. Aos 43 anos de idade já havia abandonado a terapia com os Nosódios e estava a ponto de abandonar a medicina ortodoxa devido a sua insatisfação com a essa medicina, pela sua simpatia pela Homeopatia e pelo direcionamento que ela lhe proporcionava, e pelo desejo de seguir as percepções que lhe revelavam o seu desenvolvimento espiritual.
Em 1930 Bach estava começando a viagem real de sua vida: a do propósito de sua alma, a realização de seu destino. Transitou por um caminho de sensibilidade crescente. Aos 44 anos, no auge de sua carreira médica, Bach resolve vender o consultório e o laboratório para se dedicar exclusivamente ao estudo dos diferentes tipos de personalidade humana e à busca de plantas curadoras. Antes de partir, queimou tudo o que havia escrito, pois seu sistema seria baseado na Natureza, seria Simples e Natural e não seriam necessárias teorias nem ciências para descrevê-lo.
Deixou o resto do trabalho com os Nosódios para ser concluído pelos colegas e auxiliares que trabalhavam com ele. A maioria dos colegas o condenou, mas foi encorajado pelo Dr.John Clark, diretor de um jornal de medicina homeopática que colocou seu periódico a disposição para que Bach publicasse suas descobertas e despediu-se dele com as seguintes palavras: “Rapaz, esqueça tudo o que você aprendeu, esqueça o passado e vá em frente. Você vai descobrir o que você esta buscando, e quando você tiver descoberto, eu irei recebê-lo de braços abertos e dar a você meu apoio. Eu já não tenho muito que viver, mas espero que possa viver o bastante para ver o dia do seu retorno, pois eu sei que o que você vai encontrar, trará grande alegria e conforto àqueles por quem nós, no presente, podemos fazer tão pouco; eu estarei preparado para dar meu apoio e me colocar como um prático da nova e melhor medicina que você descobrirá.” Dr. Clark viveu para conhecer os Doze Curadores e, antes de sua morte, fez a primeira publicação sobre o assunto no seu The Homeopatic World. (segundo Nora Weeks) .
Betws-y-Coed -em galês,“um templo na floresta”
- localizada no Parque Nacional da Snowdonia -
casas construídas com pedras retiradas das montanhas
da região: integração perfeita com a natureza!

Então Bach empacotou suas coisas: roupas, sapatos, somente o necessário. O excedente deixaria para traz, mas preocupou-se com seus livros e aparelhagem de laboratório para que pudesse continuar estudando e pesquisando. Em maio de 1930 abandonou Londres e partiu para Betws-y-Coed, no Pais de Gales, feliz como um colegial saindo de férias. Chegando lá descobriu que levara por engano uma mala cheia de sapatos no lugar da mala com o material para o preparo dos medicamentos homeopáticos. O acaso foi responsável pela troca, mas Bach logo compreendeu o motivo do engano: dali pra frente, sua pesquisa e sua forma de preparar medicamentos não dependeria mais do uso de equipamentos laboratoriais, e sim de suas caminhadas pelos campos e pelo contato com as pessoas.
Bach sofreu privações pela falta de dinheiro, mas amigos faziam doações que lhe permitiram dar continuidade ao trabalho. A partir daquela nova fase de sua vida jamais cobrou uma consulta, pois para ele o trabalho com a cura não era uma profissão e sim uma arte divina.
Impatiens
Foi em maio em Abersoch - Gales que, caminhando de manhã cedo pelos campos, como fazia com frequência, teve um insight: as gotas de orvalho brilhando sobre as pétalas das flores lhe chamaram a atenção. Sabia que as flores tinham poder de cura e pensou que a as gotas de orvalho deveriam absorver algumas dessas propriedades. Há muito vinha passando horas a fio observando as flores: sabia como se comportavam durante o ano, conhecia o tipo de solo onde cresciam, a forma de reprodução, suas sementes, sua floração, seus perfumes. Levou o orvalho de uma flor à boca e conseguiu sentir seu efeito curativo. Não seria viável engarrafar as gotas de orvalho, então Bach percebeu que tudo o que precisava era água, flor e sol. "A luz do sol transfere para a água o poder da flor”, foi o pensamento que lhe veio à mente naquele momento.
Assim nasceu o Método Solar, que consiste em colocar as flores silvestres dentro de uma tigela de vidro transparente, cobri-las com água pura de nascente e deixá-las ao sol pleno durante algumas horas. Dessa forma simples passaram a ser produzidos seus medicamentos. Ao ar livre, em contato com os quatro elementos da natureza: “a terra para nutrir a planta, o ar de onde ela se alimenta, o sol ou o fogo para permitir que a flor doe seu poder, e a água, para recolher e enriquecer com seus benéficos poderes magnéticos de cura.” Excluiu do seu repertório de plantas aquelas que eram comestíveis ou tóxicas, pois precisava de muita pureza e delicadeza para fazer seus novos remédios.
Na sua publicação para o The Homeopatic World ele escreve: “não permita que a simplicidade deste método o detenha, pois você vai perceber que quanto mais você se aprofundar nas pesquisas, mais perceberá que a simplicidade esta em toda a Criação”

Até a próxima!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Recados do Dr.Bach


CERATO
O homem é dotado de toda sabedoria e conhecimento necessários para guiá-lo pela sua vida terrena de forma totalmente feliz e saudável, e essa sabedoria chega até ele através de sua intuição e instintos”.
“O instinto é o meio de comunicação entre a personalidade terrena do homem e o seu ser mais elevado, o seu EU SUPERIOR que deve ser obedecido e acreditado, porque tem origem divina."


segunda-feira, 14 de março de 2011

Experiência sobre a doença

Olá a todos!!!

Nas minhas andanças no mundo web... tive a oportunidade de encontrar uma palestra que mostra a lucidez de uma cientista que estuda as doenças mentais. Nesta palestra ela relata a sua própria experiência sobre o processo de adoecimento de um derrame!!! A emoção com que consegue descrever, com tamanha precisão, toda a sua experiência nos remeteu à forma como o Dr Bach passou por uma fase de sua vida, e à forma como ele entende o ser humano.
Isso nos motivou a postar a palestra no blog para ilustrar o que nós entendemos por Ser Natural.
Esperamos que gostem!!!

Observação: Para poder acompanhar a palestra com a legenda em português, deve-se clicar na palavra em vermelho - subtitles, logo abaixo da tela e escolha, na barra de rolagem, o idioma português do Brasil.



segunda-feira, 7 de março de 2011

O Cantinho do Dr.Edward Bach - III

4. Bach e a Homeopatia
Bach tinha por volta de 32 anos de idade quando as autoridades do University College Hospital passaram a exigir dedicação exclusiva de seus funcionários, o que o desagradou devido a sua natureza livre. Desde os tempos de seu trabalho na metalúrgica de seu pai, já sabia que não era de seu feitio trabalhar horas fixas em lugares fechados, mas o que mais lhe afligia era sua consciência da necessidade de trabalhar em suas pesquisas. Pediu demissão do hospital e montou um pequeno laboratório próprio em Nottingham Place, para que pudesse continuar pesquisando os nosódios e no mesmo lugar, atender pacientes. Trabalho duro, pouca remuneração, mas muita alegria e confiança no desenvolvimento de suas descobertas.
Mais tarde, em 1919, Bach ficou sabendo de uma vaga no London Homeopatic Hospital para Bacteriologista e Patologista. Inscreveu-se, foi aceito e lá permaneceu até seus 36 anos.Entrou em contato com a homeopatia e com o Organon da Arte de Curar, escrito há mais de 100 anos antes de seu tempo por Samuel Hahnemann, o pai da homeopatia.
Samuel Hahnemann
A homeopatia o atraiu sobremaneira, pois conseguia explicar algumas de suas suspeitas. Concluiu que aquilo que ele definia como toxemia intestinal assemelhava-se à psora de Hahnemann. O que mais o encantava era perceber que Hanemann tratava a pessoa como um todo, não fechando o foco simplesmente na doença. Tratava cada um de forma diferente, adequada à personalidade de cada indivíduo, levando em conta os estados emocionais das pessoas... e Bach pensava do mesmo jeito! Isso poderia ajudá-lo nas novas descobertas, pois parecia ser uma maneira mais natural de tratar as pessoas, eliminando a causa das doenças, seu sonho desde criança.
Aprofundando-se no assunto passa a orientar suas investigações nas bases da Homeopatia e começa a preparar suas vacinas como nosódios homeopáticos, que mais tarde dividiu em sete grupos chamados Nosódios de Bach . A propriedade das vacinas era a de purificar o trato intestinal limpando tudo o que havia sido ingerido, de forma que permanecessem no organismo, somente os nutrientes puros e necessários. Obtém pleno sucesso no tratamento de centenas de pacientes com os Nosódios na Grã-Bretanha e no continente e sendo reconhecido por homeopatas e alopatas, torna-se um homeopata de renome.
Sempre buscando formas menos agressivas de tratamento, começa a administrar os nosódios via oral, não mais parenteral, e substitui os exames bacteriológicos pelo diagnóstico por meio dos sintomas emocionais relacionados com cada grupo de bactérias. Achava que dessa forma estaria poupando os pacientes do desconforto e do estresse a que eram submetidos para a execução dos exames clínicos. Apostava na prevenção da saúde e no tratamento da causa da enfermidade: “tratar o doente, não a doença” era o seu lema.
Nora Weeks
Mesmo trabalhando no Hospital Homeopático ainda mantinha seu pequeno laboratório de Nottingham Place com atendimento gratuito aos necessitados, e seu consultório em Harley Street. Precisava de tempo, pois ainda tinha muito que pesquisar sobre os nosódios. Acabou desistindo de seu posto de bacteriologista no hospital e se mudou para um grande laboratório em Crescente Park, local onde conhece Nora Weeks, uma radiologista que ficou fascinada pelas ideias de Bach e que mais tarde, se tornaria sua assistente, permanecendo com ele até o fim de seus dias.
A essa altura, Bach era conhecido como “o Segundo Hahnemann”. Além de sua participação em diversos congressos de homeopatia, fez várias publicações com médicos homeopatas, entre elas, “A relação entre a Vacinação e a Homeopatia”, “A Toxemia Intestinal e sua Relação com o Câncer”, “A Descoberta da Psora”. Dr.Bach fazia questão de tornar públicas todas as suas descobertas, para que todos pudessem se beneficiar dos seus efeitos o mais rápido possível.
Defendia a necessidade de uma dieta que reduzisse a produção de toxinas nos intestinos, pois os benefícios que ela produzia eram relativos a uma melhora geral da pessoa e não uma melhora parcial, resultante de um tratamento local. Sentia a vontade profunda de descobrir mais remédios, principalmente remédios mais “puros”. Sentia-se atraído pelas flores silvestres por conhecer suas qualidades curadoras e seu desejo era trabalhar com remédios do campo e da natureza, que pudessem ser associados com componentes psíquicos presentes no surgimento das doenças. Não queria mais usar as bactérias para o preparo dos remédios e sim ingredientes naturais e puros que substituíssem os nosódios. Começou a fazer experiências com plantas. Além disso, os Sete Nosódios não eram suficientes para curar todas as doenças crônicas. No seu primeiro discurso público em 1929 ao discorrer sobre suas descobertas homeopáticas afirmou “gostaria de estar apresentando a vocês sete ervas em vez de sete grupos de bactérias.”
Rio Usk , Crickhowell, País de Gales
Ao completar 42 anos de idade (setembro de 1928), por um impulso de intuição dirige-se ao sul do Pais de Gales, em Crickhowel. Às margens do rio Usk encontra duas flores com as quais iria preparar suas primeiras essências florais pelo método homeopático: Impatiens e Mimulus. Levou-as para Londres e começou a prescrevê-las baseado nas personalidades das pessoas. Obteve resultados positivos e encorajadores. Depois preparou o terceiro floral com Clematis e desistiu dos antigos remédios para ir atrás de outras plantas. Sua intenção era realmente substituí-los pelos remédios a base de ervas.
Em Sotwell Dr.Bach gostava de frequentar o Pub Red Lion. Sentava-se com sua cerveja e punha-se a observar as pessoas. Relacionava-se socialmente, mas não gostava de formalidades, entretanto às vezes via-se obrigado a aceitar convites. Foi assim que num certo jantar de gala enfadonho, sentindo-se aborrecido, passou a observar as pessoas para se distrair. Observou seus gestos, suas reações e começou a agrupá-las conforme as semelhanças de comportamento. Pensou que personalidades semelhantes poderiam sofrer de doenças similares, mas em seguida teve a intuição de que qualquer pessoa poderia sofrer de qualquer doença, mas a maneira de reagir às doenças e que dividiria os grupos. Então concluiu que a humanidade inteira estaria dividida em alguns grupos de tipos e que cada tipo apresentava um conjunto de características comportamentais em resposta a determinados estímulos, muitas vezes em forma de doenças.
Pub Red Lion, Sotwell
Para ele, o foco do tratamento de uma doença não podia simplesmente estar na própria doença, mas precisaria achar um tratamento para os humores e as emoções negativas responsáveis pelos processos de adoecimento. "O ponto vital é a polaridade", dizia ele. Os remédios homeopáticos utilizavam elementos da natureza que na sua polaridade negativa causavam as doenças e após a potencialização os mesmos elementos assumiam a polaridade positiva tornando-se capazes de reverter o processo, curando a doença. Pensava: “a ciência tende a mostrar que a vida é harmonia – um estado de afinação – enquanto a doença é desafinada, ou é uma condição em que uma parte ou o todo não está vibrando em uníssono” Neste momento estava definitivamente determinado a dedicar o resto de sua vida ao que ele acreditava ser um novo sistema de cura, e tinha a certeza que a natureza iria prover. Foi um momento decisivo.

Até a próxima!

quarta-feira, 2 de março de 2011

O Cantinho do Dr Edward Bach - II


3. A formação acadêmica e a carreira médica.

University College Hospital em Londres
Dos 20 aos 26 anos Bach estudou medicina em Birminghan e finalizou os estudos com o treinamento prático no “University College Hospital”, em Londres. Um ano depois recebeu os títulos de Bacteriologista e Patologista. Aos 28 anos diplomou-se em Saúde Pública em Cambridge.
Ele não gostava da vida urbana e ficava atordoado com os barulhos da cidade. Sua dedicação aos estudos o privava do contato com a natureza que ele tanto amava. Sonhava sempre com a vida calma do campo e a beleza das árvores, animais e flores. Chegava até a evitar os passeios nos parques londrinos porque sentia que a força da Natureza poderia chamá-lo e ele não queria se distrair de seu trabalho. Não imaginava que era justamente esse amor à Natureza que iria guiá-lo de encontro ao poder de cura das flores silvestres. Sendo assim, confinava-se nos hospitais e nos laboratórios para aprender e se aprimorar cada vez mais, sempre com o desejo de encontrar uma forma de aliviar o sofrimento das pessoas. Essa era sua obstinação.
Apesar do auxilio monetário de seu pai, seu saldo não era o suficiente para que se alimentasse adequadamente, pois os livros necessários para estudo eram caros. Para complementar a sua renda fazia "bicos" como por exemplo corrigir provas até tarde da noite. Não era muito chegado aos livros. Seu método do estudo predileto era baseado na observação dos sintomas e queixas dos pacientes - preferia passar seu tempo clinicando, observando de forma singular cada paciente, levando em consideração a evolução dos sintomas que se apresentavam de forma diferente para cada um.
Aos 27 anos casou-se com Gwendoline Caiger, que faleceu quatro anos mais tarde, de difteria.
A medida que sua prática médica evoluia, tinha a impressão de que a medicina moderna era falha de alguma forma, pois observava que os medicamentos e as cirurgias agiam mais como paliativos do que como método de cura efetiva. O motivo, pensava ele, era que os estudantes de medicina aprendiam a se concentrar tanto na doença que ignoravam a personalidade do ser humano. Isto o entristecia tanto que o impulsionava a procurar novos métodos de cura até que se interessou pela área médica da Imunologia.
Depois de algum tempo tornou-se assistente do Departamento de Bacteriologia e Imunologia do University College Hospital em Londres. Ali percebeu a relação entre a presença de certos tipos de bactérias do intestino humano e as doenças crônicas. Pesquisou diversos tipos de bactérias para preparar vacinas. Os resultados obtidos foram além de sua expectativa, mas o método de injeção com o uso de seringa para inocular os pacientes o desagradava, pois causava reações dolorosas e sofrimento aos doentes. Com o intuito de minimizar esse sofrimento, começou a observar melhor os pacientes e notou que eles não precisariam ser inoculados em intervalos pré-determinados. O intervalo entre uma dose e outra da vacina passou a ser determinado pela evolução da doença em cada paciente, portanto muitos pacientes passaram a retornar somente após meses, ou até um ano depois da dose anterior. Ficou feliz porque cada vez menos injeções passaram a ser necessárias e houve a conseqüente diminuição das reações adversas.
Ainda no University College Hospital em Londres, ficou responsável por 400 leitos de traumatizados de guerra, mas nas horas de folga ia para o laboratório fazer suas pesquisas.
Trabalhou incansavelmente, até que, no mês de julho, aos seus 31 anos de idade, teve uma severa hemorragia e foi levado desacordado para hospital. Sua familia foi chamada para autorizar a cirurgia urgente de remoção de um tumor maligno no baço. Somente depois de acordar ficou ciente de sua situação de saúde e teve um prognóstico de 3 meses de vida.
Sua recuperação no inicio foi muito difícil, pois sentia muitas dores e se torturava pensando no trabalho que tinha por completar. Graças à sua determinação, assim que pode ficar em pé, foi para o laboratório pôs-se a trabalhar incessantemente com intuito de fazer o máximo possível no pouco tempo que lhe restava. Mas o tempo passou, e ao cabo dos 3 meses sentia-se mais forte e com mais vitalidade do que antes da cirurgia, chegando a surpreender os seus colegas de profissão. Concluiu então, que seu propósito firme o fortalecera e motivara para a vida e assim continuou seu trabalho. As luzes de seu laboratório nunca se apagavam - ele precisava completar sua obra!
gripe espanhola durante a I Grande Guerra
Em 1918 o mundo é assolado pela gripe espanhola que matou 20 milhões de pessoas no mundo (200.000 mortes só na Inglaterra e País de Gales). Segundo Nora Weeks, Bach foi autorizado, extra oficialmente, a inocular com as suas vacinas, as tropas de certos acampamentos, salvando vários milhares de pessoas. Ficou ainda mais famoso. Era conhecido como gênio, com um futuro brilhante pela frente. Entretanto, sentia falta dos belos campos gauleses onde crescera.
Havia uma pergunta que não lhe calava: “O que tornava uma pessoa susceptível a uma infecção? Por que tantos indivíduos se infectavam com a gripe e outros, no mesmo ambiente, saíam ilesos? Começou a concluir que o estado emocional exercia influência no prognóstico e o medo era um grande assassino. A homeopatia oferecia uma explicação mais plausível para estas questões.
Segundo a Nora Weeks: "muito cedo percebeu que a personalidade do individuo era mais importante do que seu corpo no tratamento de qualquer doença".

Até a próxima!